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A Fábula de Pinóquio

A Fábula de Pinóquio
JB News
Escrito por JB News

Por conta da nova Expedição Maçônica (Brasil-Itália de 04 à 17 de abril) estou muito envolvido com a cultura italiana e suas ligações com a Maçonaria. Algumas são explícitas por conta da Maçonaria Operativa. Nelas identificamos centenas de oportunidades nas magníficas obras de arte, sinais deixados pelos nossos Irmãos. Mas há também muitas mensagens maçônicas subliminares difundidas por grandes escritores italianos.

A que mais gosto é uma estória infantil que todos conhecem, mas que talvez não vista sob o prisma de um Maçom. Seu autor é o nosso Irmão Carlo Lorenzini (Carlo Collodi) que nasceu em Florença no ano de 1826. Em 1881 publica em um jornal voltado para o público infantil a “Storia di un burattino” (História de um Boneco). Eram pequenas histórias que, em 1884 transformo-se no livro “Avventure di Pinocchio”. Isto mesmo!

Nada que perdura dezenas de anos, pode ser o que simplesmente parece ser.

A historinha de um boneco de pau que aspira ser um menino de verdade, educa e encanta os pequenos, pela fantasia do imaginário possível aos puros de coração. Mas também deve ser visto pelos grandes, que não são tão mais puros de coração mas com mente aberta e a compreensão que precisamos nos transformar.


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Há duas maneiras que podemos ESTUDAR e a APRENDER com as Aventuras de Pinóquio. A primeira é procurar o livro ORIGINAL. As VERSÕES costumam excluir frases que os editores “julgam” foram do contexto ou fazem modificações para tornar a leitura mais fácil para as crianças. A outra forma dos adultos aprenderem é pelo desenho infantil. (…) Recomendo a versão de Walt Disney (nosso Irmão) produzida em 1940. Não tenho como descrever todos os detalhes, mas assista com bastante atenção e verá que logo no início, na projeção do cartaz do filme, aparecem o malho e o formão (maço e cinzel).

Nas primeiras imagens, ouve-se o Grilo Falante contanto que caminhava pela cidade e tudo estava escuro, mas havia apenas uma casa de onde vinha luz (tudo ao redor está apagado, mas a casa de Gepeto era iluminada). Pela janela, nosso personagem observa o interior e carrega uma bolsa com três rosetas dispostas conforme nossos usos e costumes. Ele resolve entrar.

Observe que ele entra de costa, dá três passos pela esquerda e um pulo para frente com o pé esquerdo. E ainda nos ensina: – “É claro que entrando num lugar estranho assim, eu não sabia o que me aguardava”. A base do enredo são os três graus da Maçonaria Simbólica.

No início, o protagonista nada mais era do que uma peça tosca de madeira (Pedra Bruta – Aprendiz). Ele sofre a ação do Mestre Gepeto, que lavra a madeira e lhe dá forma para lhe fazer companhia (Pedra Cúbica – Companheiro). Seu maior desejo é que ele se torne “um menino de verdade” (Mestre).

E como se desenvolve o processo?

No meio da noite, pela janela Gepeto vê uma Estrela Flamejante e fala ao seu gato preto e branco:

“ – Quase parece vivo, Não seria ótimo se fosse de verdade? Bem vamos dormir. Fígaro, olhe a estrela dos desejos! Vou fazer um pedido: primeira estrela que eu vejo faça aquilo que eu desejo. Fígaro,sabe o que eu pedi? Pedi que meu pequeno Pinóquio seja um menino de verdade, não seria ótimo? Imagine só, um menino de verdade! (ele dorme).”

Observe que ele não quer apenas que o boneco se transforme em um menino, ele quer UM menino DE verdade. Aparece, então, a Fada Azul e diz: (Gepeto está dormindo) – “Bondoso Gepeto, você que tem dado tanta felicidade aos homens, vim fazer seu desejo realizado, (fada se vira para Pinóquio) – Boneco feito de pino, acorda. O dom da vida é seu. Pinóquio, eu lhe dei a vida, porque esta noite Gepeto desejou um menino de verdade!

Pinóquio – Eu sou um menino de verdade?

Fada – Não Pinóquio. Realizar o desejo de Gepeto é coisa que depende de você. Se você provar que é valente, sincero e generoso um dia será um menino de verdade. Precisa primeiro conhecer o direito e o errado.

Pinóquio – Como vou saber?

Fada – Sua consciência lhe dirá.

Grilo – Consciência é essa voz clara e baixinha que não é ouvida. Esse é o problema do mundo de hoje. (isto foi escrito em 1884)

A Fada resolve nomear uma consciência para Pinóquio: “– Ajoelhe-se, senhor Grilo. Eu te nomeio consciência de Pinóquio, guardião supremo do conhecimento do bem e do mal, conselheiro nos momentos de tentação e guia para indicar o que é bom e mau para mim. Levante-se senhor Grilo Falante

E assim através de caminhos escabrosos nosso personagem, vai se GRADUANDO, vícios e virtudes são apresentadas durante um longo processo de iniciação que tem seu ápice junto ao elemento água, quando o Mestre (supostamente morto) e Companheiro são engolidos por uma Baleia. Mas aí é um outro artigo que tem relação com o Profeta Jonas que ficou 3 dias e 3 noites na barriga de um grande peixe.

ASSISTA O DESENHO E REFLITA SE VOCÊ É UM HOMEM OU UM HOMEM DE VERDADE.

Ir. Sergio Quirino Guimarães

(Publicado na JP News nº 900)

Sobre o autor

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Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal

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